domingo, 17 de julho de 2016

Convite.


"Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele."
(Salmos 118:24).

Convidamos você e sua família para cultuar conosco!

sábado, 16 de julho de 2016

POR QUE NÃO UMA MULHER?

Estive no culto de abertura da 108ª Assembléia Anual da CBESP, reunida sob o
tema: "Transformados pelo Poder do Reino de Deus", em São Bernardo do Campo, no auditório principal do CENFORPE, à noite em 13 de julho último.
Fui cativado pelo tema que aspira pelo novidoso, o renovado e a metamorfose proposta no Evangelho. Entretanto, faço mea culpa, pois o envelhecimento traz consigo uma dose amarga diária de desesperança, que não raro se confirma, pois a experiência de vida nos permite enxergar através do que acontece, dos quadros montados, articulados, e identificar os ajustes, e os ajeitamentos denominacionais como de fato eles o são, asquerosos, revestidos de aparentes transformações.
Dentre algumas observações elencadas e armazenadas na subjetividade, das quais emergirei algumas, soube na ocasião que o diretor executivo da CBESP, Pastor Valdo Romão, fora substituído por um interino, Pastor Joelito Santos; e que já será substituído pelo definitivo, Pastor Adilson Santos. Conheço a todos, e sem emitir qualquer juízo de valor, pois este não é o propósito deste alinhavo, pensei: - Porque não uma mulher neste lugar de diretora executiva? Sim, uma mulher Diretora Executiva da Convenção Batista do Estado de São Paulo. Mas as idéias se chocam, se confundem, brigam entre si, uma vez que a voz da experiência, com sua dose de pessimismo, assume a liderança do debate mental e sintetiza: - é assim! É perceptível como as forças políticas e desejos pessoais se articulam e se projetam esfaimados no ambiente denominacional de forma absurdamente rápida, e novamente o cenário se compõe com os mesmos atores, com novos títulos, novo aparelhamento de parceiros aparentando transformação, mas sem querer abusar do jargão: - é mais do mesmo!
Entretanto, o tema da “transformação pela presença do Reino” é inebriante, e insiste, visto que as mulheres foram dignificadas e resinificadas na perspectiva novidosa e transformadora da mensagem do Evangelho do Jesus de Nazaré. Absurdo de minha mente cogitar uma transformação que trouxesse à liderança da CBESP uma mulher na condição de diretora executiva? Provavelmente não, pois o cenário mundial contemporâneo coloca em destaque na Alemanha Angela Merkel, na Inglaterra ascende
à liderança do Reino Unido Theresa May, e nos EUA Hillary Clinton tem reunido intenções de votos para em outubro próximo sagrar-se presidente do país. No Brasil temos a presidente afastada Dilma Rousseff, ainda que pesem opiniões favoráveis e 
desfavoráveis à gestão dela, é mulher eleita pelo povo. Mesmo que estes exemplos não bastem como suporte argumentativo para justificar a presença de uma mulher na direção da convenção, reporto-me à Igreja Metodista que no seu 20º Concílio Geral realizado em Teresópolis neste mês, não somente reconduziu ao episcopado da igreja a Bispa Marisa de Freitas, bem como, elegeu nova Bispa, a Pastora Hideide Brito.
Mesmo que tais informações não constranjam minha mente batista, fundamentalista, que considera a Bíblia como única regra de fé e prática, evoco a ressurreição do Cristo, no momento inaudito, ímpar, restaurador e transformador em que as cadeias de morte são desafiadas pelas correntezas da vida e da esperança, e lá estavam as mulheres, primeiríssimas testemunhas do novo tempo do Reino de Deus (Mateus 28.8-10). Ora, se Jesus confiou às mulheres o privilégio do anúncio primeiro das Boas Novas do Reino, não será que temos dentre as preciosas irmãs batistas uma que seja suficientemente capaz de assumir a função de diretora geral de nossa convenção estadual? Mulheres não cabem no ministério pastoral? Não é bíblico? Afinal, o que é bíblico?
É sabido por nós, os batistas, o quanto se tem agregado à gloriosa história batista a atuação preciosa, prestimosa e relevante de inúmeras mulheres, e correndo o risco de cometer injustiças na omissão de muitos nomes, sugiro alguns da vida denominacional, tais como: Anna Bagby, Tabita Krause de Miranda Pinto, Olinda Lopes, Cenyra Pinel Bernardo, Acidália Tymchak, Nanci Dusilek, Márcia Venturini de Souza, e milhares de milhares!
O Art. 64 do Regimento Interno da Convenção preceitua: “A CONVENÇÃO terá um sistema adequado para avaliação periódica do desempenho dos seus executivos e funcionários de todos os níveis, que será regulamentado através de um manual de avaliação de desempenho aprovado pelo Conselho Geral”
Confesso minha absoluta ignorância sobre a existência desse sistema da avaliação. Entretanto, na prática, o que se observa é o que ouvi, aprendi e guardei como uma percepção realista do funcionamento da máquina batista circunscrito na frase de um ilustre pastor batista: “no meio batista, os diretores executivos são fortes... as diretorias convencionais passam, eles ficam... por anos”
Ainda que duríssima tal visão da realidade, porém precisa em sua percepção, hoje se reinventa o que já se inventou, e a possibilidade de arriscar uma transformação se esvai na manutenção de práticas personalistas, e nos acordos celebrados entre atores que ocupam e mantém seus cargos por anos a fio nos meandros denominacionais. Ora, uma certa possibilidade de ruptura desse círculo vicioso estará no resgate do sentido da diaconia às igrejas locais preceituado no artigo quarto do Estatuto, intitulado:- das finalidades, como se lê: Art. 4º - A CONVENÇÃO tem por finalidade: (I) – servir às igrejas nela arroladas, contribuindo, por todos os meios condizentes com os princípios cristãos, para aperfeiçoar, aprofundar e ampliar a ação das igrejas, visando à edificação dos crentes e expansão do Reino de Deus. Em resumo, restabelecer urgente a centralidade da Igreja na vida denominacional.
E neste percurso a desesperança embota a clareza do raciocínio, pois o que menos se observa, assim como ontem percebi, é a igreja como agente protagonista na Convenção, e a absurda tentativa da Convenção de se inserir cada vez mais na dinâmica da igreja local, até questionando sua independência, soberania e autonomia. Ora, quem dá vida à Convenção na mentalidade batista mais límpida, é desde sempre a igreja local, não o contrário. Ademais, corrobora com a centralidade da Igreja no pensamento batista, não somente o documento que temos como Pacto das Igrejas Batistas, bem como, o próprio estatuto convencional que considera: Art. 3º - A CONVENÇÃO é constituída pelas igrejas batistas do Estado de São Paulo, nela arroladas, neste estatuto chamadas IGREJAS
Portanto, no momento, encontro uma salvaguarda para minhas elucubrações sobre a possibilidade de uma mulher assumir a função de diretora executiva da CBESP, visto que o espirito democrático, congregacional que rege nosso estilo de vida comunitária, e deveria assim ser no ambiente convencional, pressupõe o risco de submeter ao plenário multiforme, composto por várias tendencias ideológicas e posturas teológicas diversas, ainda que batistas, conforme nos diz a Filosofia da CBESP: Os Batistas adotam como forma de governo da igreja o sistema democrático exercido pela congregação local, debaixo da soberania de Jesus Cristo, Cabeça e Senhor da igreja, e da orientação do Espírito Santo.
Então, questiono: - não teria chegado o tempo do Espírito Santo em que Deus nos venha colocar como convenção batista sob a liderança de uma mulher? Aliás, já não chegou o tempo novo do Reino, dentro do espectro da transformação que todos os diretores, de todas as áreas e organizações, tais como: colégio batista, faculdade batista, diretor executivo e todos os demais fossem eleitos por meio do sufrágio universal direto, com a participação da membresia das igrejas num contexto livre e democrático, nas urnas? Não seria o tempo de se repensar no risco da manutenção de mandatos vitalícios, oligárquicos, na modalidade “enquanto bem servir”(?), substituindo-os para mandatos delimitados, quadrienais, renováveis, desde de que consolidados pelo voto congregacional direto nas assembleias convencionais? Arriscado? – Sim. Especialmente para os que estão encrustados nos organismos denominacionais há anos e dali fazem sua politica de perpetuação nos espaços sob seus domínios. Impossível? Certamente que não, pois hoje dispomos de recursos tecnológicos que nos permitem tais vôos mentais, aparentemente insanos, e até reacionários, mas nada mais é o que já acontece no mundo moderno. Enxugar a máquina, diminuir custos e adotar posturas e ações de gestão transparentes são opções aclamadas como sadias no mundo moderno, e que arejam instituições, sejam elas religiosas ou não. 
E o povo? A congregação ocupa que espaço hoje no cenário batista estadual? Onde estão os leigos e as leigas? Refiro-me àquele povo que dizima, que evangeliza, que canta, que faz com que o templo abra as portas dominicalmente, que paga os salários dos pastores e ainda tem que financiar o plano cooperativo e bancar financeiramente missões locais, estaduais, nacionais e mundiais. A assembleia convencional irá se acomodar com este distanciamento das massas populares, e optará por ser um concílio de clérigos?! Será que estamos prestes a engolir a Ordem dos Pastores como sendo um organismo conciliar batista, com poder e influência na vida denominacional maior que a Assembléia das Igrejas reunidas num formato de convenção de igrejas estaduais?
Ontem, no culto de abertura dos trabalhos convencionais, a mesa estava engalanadamente composta, mas o povo no auditório era raro. Uma discrepância entre a pompa do altar e o volume numérico do povo no recinto. Observei pouca gente presente num ambiente acinzentado, tendo um orador no púlpito, Pastor Eber Silva, mas pouco povo para ouvi-lo, dentre eles, eu. Homiziados na penumbra, acobertados por dezenas de poltronas vagas ao redor, nada tendo que refletisse a magnitude do momento de instalação de uma assembleia anual batista. Quem te viu, e que te vê! Que pena!
Não me considero saudosista, mas guardo lembranças na memória. Vivi o ambiente batista sob a batuta de diretores executivos como Salovi Bernardo, Onésimo Nascimento e José Vieira Rocha. 
Recordo de cenas em assembleias convencionais nas quais havia um frenesi do povo. Não adoto a linha de pensamento que no passado era melhor, ou pior; fato é que estes líderes conseguiram a façanha de trazer o povo para os encontros denominacionais. Reuniam gente de todo o lugar, vindos do grande estado de SP e as assembleias convencionais refletiam essa magnitude. Os debates sobre os temas no parlamento eram acirrados, mas não havia espanto, pois esta é a “cara do povo batista”, o contraditório, o diálogo, o enfrentamento das idéias; o local do cafezinho era um setor à parte, um bar de amigos, de conversas, de risos... os sons da existência de vida. As assembleias tinham contornos de uma grande celebração denominacional com múltiplas funções, dentre elas, fomentar a identidade batista, enobrecendo o diálogo, a discussão de doutrinas e o respeito às ideias diversas. Um povo diferente, que se igualava exatamente por conta da manutenção da diversidade. Onde se enquadra a diversidade hoje? Paradoxalmente restrita aos iguais, aos amigos de interesses comuns, que da convenção se utilizam como esteira de pretensões pessoais.
Ontem à noite, no CENFORPE foi chocante, acachapante e desmotivador. Certamente para os líderes que protagonizaram o momento ele fora pleno, mas não tinha o povo. Os corredores entre os estandes estavam silenciosos, corria ali um vento afetado de frio; não tinha viço. Não tinha o barulho da nossa gente feliz. E sem povo, não se é batista. E o que sobra é mais do mesmo, e o novidoso do Reino se distancia cada vez mais do jeito batista de ser. E neste contexto, falar em eleição de uma mulher para secretaria executiva soa como aberração, ou uma crítica pela crítica. E questionar acerca da ausência do povo na assembleia convencional de uma denominação que é por natureza focada na igreja, e congregacional por excelência, parece despeito e saudosismo.
Tenho medo do odor de morte que contamina o espaço em que deveria se sustentar o viço da esperança e o vigor denominacional. A auspiciosa temática da possibilidade de transformação dá lugar à estagnação, à repetição, à reprodução de um legado que não serve mais ao bem-estar de todos, da missão, da igreja local, mas sim favorece alguns que ali se ajuntam e se protegem; e as mulheres batistas continuam ativas, operosas, e ai das igrejas locais se não fossem elas; e lhes é garantido o direito à voz, mas não a vez. Adeus pretendida possibilidade de transformação!


Por: Prof. Dr. Jorge Schütz

terça-feira, 12 de julho de 2016

domingo, 10 de julho de 2016

Reflexão.


Por que Jesus morreu ?
Ele morreu por amor (João 3.16).
Ele morreu para resgatar o homem de volta a Deus (Lucas 19.10).
Ele morreu para cumprir os propósitos de Deus (Atos 2.23).
Ele se deu por nós por amor.
Como ficar indiferente a tão grande amor?